Segundo Dia
Marcado pelo show, o segundo dia dos desfiles da SPFW trouxe discussões a cerca do luxo - o uso da pele e a sustentabilidade.
MARIA BONITA
A estilista Daniele Jensen levou umas sofisticação suavizada ao Sesc Pompéia, idealizado pela arquiteta Lina Bo Bardi. A rigidez arquitetônica se transformou em vestidos construídos a partir de quadrados, que deixavam a pele à mostra. Estão lá, sofisticação sem ostentação.
REINALDO LOURENÇO
Judaísmo, Segunda guerra e militarismo estavam na pauta de de Reinaldo Lourenço. Transformou as fardas em elaboradas roupas femininas, que usadas juntas (jaqueta, blusa, calça) pareciam interligadas. E o luxo vem não só na elaboração do corte, mas no trabalho feito nos vestidos nudes, em tule que se transformaram em flores, finalizadas por um cristal. Vestidos que assim como nas temporadas passadas afirmam carcaterísticas de e de sua mulher peças que são verdadeiras obras de arte.
ALEXANDRE HERCOVITCH
Num desfile de extremada concepção e execução o estilista apresentou a sua mais luxuosa coleção em tantos anos de carreira, com uma imensidade de pedrarias.
Cristais e pedras, como âmbar, enfeitavam barras. A alfaiataria moderna, que ele tão bem domina apareceu em bermudas e calças. Um visual que tinha ares entre o luxo e o mix-étnico gerou uma série de nômades contempôraneas.
MARIA GARCIA
Seguindo a marca mãe Huis Clô, a marca jovem Maria Garcia busca não só mais atender a demanda de seus público formado por jovens garotas que buscam algo diferente e é justamente ai q a mesma da um upgrade em si. Ofertando algo mais rebelde, mas sem perder a pose e o status, com suas peças de lurex, jaquetas de náilon com aplicações brilhantes e tecidos finos, como georgette de seda.
FORUM
A Forum Tufi Duek, criada desde a última coleção por Eduardo Pombal, trouxe paetês caco de vidro e envelhecidos, que se misturam a tecidos como musseline, tafetá e lã com bordados. Continua o mesmo DNA da marca somado ao sexy porém buscando novas soluções em design seja no desenho em si seja no material.
Fotos: Fernanda Calfat
CORI
As formas são dos anos 1960, inspiradas nos figurinos de cinema da americana Edith Head. A criatividade fica por conta de Andrea Ribeiro e Giselle Nasser. Calças justas e retas com casaquinhos soltos e curtos podem ser considerados os novos terninhos. Mantendo assim a tradição da marca a alfaiataria e dando a mesma um toque de feminilidade e doçura através dos laços e detalhes femininos.
SAMUEL CIRSNANKI
Peças trabalhadas à exaustão, em que moulage e drapeados vinham acompanhados de aplicações de cristais e canutilhos.
O luxo, matéria que Samuel domina tão bem fecha o segundo dia trabalhado com maestria em renas e enfeites dos vestidos que remetem a móveis ingleses pesados do século XVIII.